Ainda me lembro quando Splatoon foi anunciado na E3 de 2014. Na época, ainda uma IP nova que mostrava ótimo potencial de diversão, potencial este que confirmaríamos com seu lançamento em maio de 2015.

Confesso que Splatoon, junto com Mario Kart 8, foi o grande responsável por acender a vontade de eu comprar o Wii U na época, console que eu tinha interesse mas que faltavam jogos que me fizessem gastar o dinheiro cobrado por ele aqui no Brasil. Em junho de 2014 eu comprei meu console e, junto com ele, Mario Kart 8.

Em 2016 eu enfim comprei o Splatoon, depois de muito pesquisar e me recusar a pagar 300 reais no jogo, comprei-o por 180 reais. Diverti-me muito jogando por horas a fio, com amigos e com estranhos. Claro, frustrei-me muito com os asiáticos e seus movimentos ninjas.

Nada, porém, é tão frustrante quanto ver um jogo tão novo e tão promissor ser ignorado pela Nintendo, praticamente sendo descartado pela empresa ainda no auge. O cancelamento da Splatfest foi uma punhalada no coração dos fãs. Na época, escrevi um post em que achava que não haveria impacto, porém eu estava redondamente enganado (o post você pode ler aqui). 

A explicação do sentimento de abandono é simples: as pessoas sempre aguardavam ansiosamente o início do evento para escolher um “time” e duelar um final de semana inteiro pelo sucesso da sua equipe, pois ao final da competição sempre era dado um conjunto comemorativo.

Uma das Splatfests que eu participei: Festa à Fantasia vs. Festa de Gala

É inegável que o interesse por Splatoon no Wii U diminuiu após a atitude da Big N. Isso não quer dizer que o jogo acabou ou que as partidas ficaram escassas, não é isso! Ainda havia gente jogando, em menor número, mas ainda era possível jogar facilmente. Entretanto, as redes sociais que invariavelmente levava o jogo aos trend topics durante os eventos, falaram menos do game. Até os grupos ferviam nessa época e, depois que as Splatfests acabaram, o interesse pelo jogo esfriou. Então, pode-se dizer que a Big N errou, e muito, ao cancelar a competição.

Torcemos para que esse erro não se repita, a Nintendo não pode abandonar novamente o Splatoon como fez antes. Se ela deseja o sucesso dessa promissora franquia, deve dar atenção a ela até o final da vida, para manter o interesse das pessoas que estão jogando e, principalmente, manter o público compartilhando e comentando coisas sobre Splatoon.

Me atrevo a dizer, ainda, que acho que com o Splatfest ela finalmente achou uma fórmula que caberia para todos os seus jogos competitivos (Mario Kart, Arms, Smash Bros.). Imagine que interessante seria um torneio de Mario Kart 8 em que você escolhia um time e correria um final de semana inteiro por ele? É uma maneira divertida e interessante de manter o seu jogo em alta sem necessariamente ter que lançar novos conteúdos e personagens pagos.

Claro que Splatoon 2 tem outros atrativos que não somente a Splatfest. Salmon Run , apesar de ter dia e hora pré-definidos para jogar, é um modo interessantíssimo. Porém, repito: um modo extra que motive as pessoas a falarem do game e o mantenha no auge se faz necessário. 

A próxima Splatfest já está marcada para os dias 01 e 02 de setembro. E você? Se você pudesse escolher entre os poderes da invisibilidade e de voar? Qual você escolheria?


E você? O que acha dos Splatfests? Que outras atitudes a Nintendo poderia tomar para manter o jogo sempre em alta? Deixe nos comentários.

Até o próximo post!

Este post foi escrito por Tovar

Nintendista desde os 8-bits, pulei somente a geração GameCube (que recuperei com o Wii). Atualmente jogo Wii, NDS e Wii U. Sou fã de The Legend of Zelda, Donkey Kong, Mario, Mega Man, etc. Resumindo: sou fã de jogo bom!

Veja outros posts de

  • Rubens Mateus Padoveze

    Ainda não joguei, mas acho que é legal, é como os outros esportes tem competições para manter o povo falando.

    • NintendoLovers

      Sim!

      É um jogaço! Muito bom mesmo. Torcemos para que vc possa jogá-lo um dia! 🙂