10 coisas que faltaram em Breath of The Wild

Recentemente tivemos o lançamento da última DLC de Zelda Breath of the Wild (The Champions Ballad), e em uma entrevista Eiji Aonuma confirmou que não tem mais planos de updates ou DLCs, agora que o jogo está completo. Sabendo disso, resolvi escrever esse post, com minha opinião, com alguns detalhes que acredito que ficaram faltando no game, aquela polidinha final!

1 – Um baú

No jogo podemos ter uma casa, que a princípio parece algo bem bacana, onde você pode colocar expositores na parede para deixar algumas armas expostas em sua sala (arcos, espadas e escudos). Levando em consideração que no game a variedade de armas é enorme, que o espaço para carregá-las no inventário é limitado e que ainda por cima elas quebram, essa acaba virando uma forma bacana de guardar algumas daquelas armas especiais. Porém, você não dispõe de muito espaço pra isso, só é possível colocar alguns expositores pra cada tipo de arma, e foi nesse momento que senti falta de um baú em minha casa, algo parecido com The Witcher, pra quem já jogou. Com esse baú poderíamos ter um estoque de vários itens, sem precisar carregá-los o tempo todo, mantendo espaço livre em nosso inventário para novos itens que pudéssemos encontrar, criando uma utilidade real para casa e não uma mera firula.

2 – Templos/Divine Beasts/Shrines tematizadas

Algo que sempre gostei em outros Zelda´s (como Ocarina of Time e Twilight Princess), era que em cada templo você tinha uma imersão no universo daquela região (ex: templo da floresta, fogo, deserto etc.). Em BotW todas as Divine Beasts têm a mesma aparência (traços, linha de design) interna, e isso ainda se repete com todas as Shrines. Dá pra praticamente dizer que você está sempre jogando a continuação do mesmo templo. As Shrines poderiam ter aparência da área em que se encontram. Uma Shrine em Death Mountain por exemplo, poderia ser de pedra, com canais de lava e inclusive uma alteração externa na aparência. Em minha opinião, o jogo seria muito mais atraente se fosse assim. Pensem nas possibilidades: shrines de neve, em meio a floresta, suspensa, de areia, e por aí vai.

Essa imagem faz muita gente ter pesadelos até hoje

3 – Hyrule pós derrota de Ganon

Talvez isso seja querer muito, pois é algo que também nunca foi comum em Zelda, mas seria interessante se depois de derrotar Ganon tivéssemos o castelo retomado (mesmo que em ruínas ainda e sem toda gosma de Ganon em volta e sua energia), as Divine Beasts não mais preparadas para disparar seus lasers, ou seja, um save após zerar o jogo, ficando apenas o mundão a ser explorado.

Queria ver o nascer de uma nova era.

4 – Retornar dentro das Divine Beasts

The Champions Ballad faz isso em partes, mas bem em partes, com a DLC você pode lutar novamente com os bosses. O fato de você ter que “lacrar” a Divine Beast depois de completá-la, me incomodou. Você não pode voltar nunca mais pra verificar baús que possa não ter pegado, salas que talvez não tenha entrado, ou simplesmente explorar novamente a dungeon.

5 – Recompensas mais relevantes por grandes atos

Em BotW você consegue todos os equipamentos chaves em pouco tempo de jogo, ou seja, Remote Bomb, Magnesis, Stasis e Cryonis Runes já estão disponíveis pra você depois das primeiras Shrines. Nos Zeldas anteriores, a cada templo ganhávamos uma nova arma, que consequentemente nos dava acesso a vários outros lugares e possibilidades, criando essa ambição de conseguir os novos itens e descobrir novas coisas. Em BotW não ganhamos novas armas/ferramentas em nenhum templo e muitas vezes completamos difíceis Shrines pra simplesmente ganharmos um Giant Ancient Core, isso sem mencionar a recompensa pela insana busca pelos 900 Koroks. As únicas conquistas mais relevantes ao decorrer do jogo são algumas roupas com atributos especiais, do resto apenas um coração ou um fôlego a mais.

6 – Craft mais elaborado

A parte de receitas para comidas e elixires foi algo muito legal no jogo e inovou a franquia, mas deu margem pra muita coisa que poderia ser explorada e não foi. Poderiam ter aproveitado essa abertura e feito a opção de podermos craftar flechas, bombas especiais, arcos , espadas e até itens para nossa casa.

7 – Um ferreiro

Faltou um lugar onde você poderia recuperar aquela sua arma que estava quase quebrando mas não queria perder. Claro, isso poderia ser amarrado a necessidade de entregar itens específicos juntos e uma quantia de rupees proporcional com o poder da arma em questão. Indo um pouco mais além, poderiam existir upgrades nas armas com runas, tornar uma espada de gelo ou fogo, fusão entre armas, ferreiros específicos com possibilidades especificas.

8 – Cavalo sendo mais útil

As diversas possibilidades de cavalos em BotW é algo bem interessante. Mas com a quantidade de teletransportes disponíveis junto ao fato que só é possível chamar o cavalo se ele estiver por perto ou em um estábulo, torna-se quase que raro as situações em que você se dá ao trabalho de pegar o cavalo, são quase que apenas que colecionáveis. Eu não vejo problema na possibilidade do cavalo ser chamado de qualquer lugar e simplesmente aparecer no horizonte e se aproximar de você (como em OoT) e os estábulos simplesmente existirem pra você trocar o cavalo que está usando no momento e alterar sua aparência. A Champions Ballad até trouxe a possibilidade de você chamar o cavalo de qualquer lugar, caso você utilize a Ancient Horse Gear, mas você fica amarrado a usar exclusivamente aquele cavalo pra ter essa facilidade. Por exemplo, se você quiser usar o cavalo de Zelda com sua aparência original ou o cavalo gigante, não será possível.

9 – Uma cena final mais marcante

Posso dizer que considero o final “ok”, mas sem dúvida em esperava muito mais depois da batalha final, no mínimo uma cinemática com o mundo reconstruído e algum plot twist ou surpresa final. Mas foi simplesmente um “deu tudo certo, valeu, falou!”.

10 – Menos áreas vazias

O mundo de BotW é enorme, e isso é algo que considero ótimo, tenho inúmeras horas de jogo por simplesmente ficar explorando. Mas tem muitos espaços no game, onde simplesmente não se tem o que fazer e apenas tornam outra área do game distante, e por isso considero que foram mal aproveitados. Algumas estruturas também parecem terem sido esquecidas, construções e áreas bem trabalhadas, que simplesmente não tem nada, às vezes têm no máximo uma Shrine. Eram lugares e áreas que imaginava sendo usado em alguma DLC, mas com o pronunciamento de Aonuma, agora é evidente que não.

Esse é bônus:

Faltou dar um beijo nessa nova Zeldinha!

Bom pessoal, apesar do ar de crítica, como o título do post diz, é minha opinião de coisas que ficaram faltando ou poderiam ir muito além. O game é excelente, sem dúvida alguma mereceu o GOTY, sua engine muito inovadora, e justamente por isso fico com essa sensação de que poderiam ter explorado mais. Mas como a fila anda, que venha o próximo Zelda, e que ele não demore 10 anos!

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Urso Yogi

Criou laços eternos com a Nintendo depois de Ocarina of Time, mas amante da BigN desde o SNES. Hoje ainda esperando o Zelda U!