Kirby: Planet Robobot, superando em diversão

Kirby, para muitos, pode ter um fator nostálgico imenso. Uma bolinha branca voadora que abocanha seus inimigos e cospe-os como um projétil de estrela, músicas marcantes e alegres, uma dificuldade honesta para as crianças. Se eu fosse um pai no ano de 1992 e fosse comprar um Game Boy para o meu filho ou filha, com certeza compraria Kirby’s Dream Land no lugar de Super Mario Land. E provavelmente jogaria mais que ele! Desde sua primeira aparição, Kirby prometia jogos divertidos e alegres, e, desde então, cumpre o objetivo.

Comigo, porém, foi diferente. Nunca tive interesse pela franquia (talvez por um pequeno preconceito devido ao protagonista rosa), somente jogava com o Kirby no Smash Bros Brawl, até o lançamento de Kirby’s Epic Yarn, em 2010.

Achei o jogo fantástico. Sua imagem linda, a trilha sonora que me fez começar a prestar atenção na música dos games e a jogabilidade atraente. Mesmo sendo um jogo fácil, fui cativado pelo personagem e me interessei pela franquia. Depois joguei Kirby’s Return to Dream Land (2011), o qual consolidou para mim o que é o Kirby: diversão!

Kirby: Planet Robobot (2016) é a sequência de Kirby: Triple Deluxe (2014). Não na história, e sim em suas mecânicas. Triple Deluxe não trouxe tantas evoluções desde Return to Dream Land (2011); Planet Robobot, entretanto, trouxe mais inovações e novas mecânicas, como a adição do Mecha.

 

HISTÓRIA

Kirby não é um primor em história desde os primeiros jogos. Nada diferente do herói que foi escolhido para impedir a destruição de um local ou do mundo. Planet Robobot mantém o mesmo ritmo, mas, igual a todos os outros elementos dos anteriores, ele melhora.

Nosso herói rosa estava tirando uma bela soneca e seus amigos estavam se divertindo também, até que aparece uma imensa nave espacial em uma cena semelhante a Independence Day. King Dedede e Meta Knight tentam atacá-la, em vão. Quando Kirby acorda, vê que sua terra começou a ser dominada e está com vários elementos robóticos. Então ele parte para a ação, descobrindo que a Haltmann Works Company quer robotizar todo o planeta. Andando pela nova superfície mecânica de seu planeta, Kirby encontra e derrota alguns mechas, descobrindo que pode usá-los, e é aí que a diversão do jogo começa de fato.

 

INOVAÇÕES

O jogo teve uma pequena adição de três novas habilidades copiadas para o Kirby: Doctor, Poison e ESP. A Poison e ESP são realmente muito divertidas de se usar (aconselho a ESP para derrotar minibosses), mas a verdadeira diversão são os 13 tipos de mecha que foram adicionados.

Cada mecha possui uma habilidade diferente, todas fugindo dos básicos socos. Tem, inclusive, um mecha especial de carrinho em uma fase exclusiva para ele que é muito divertida, bem como um mecha aéreo e sua fase shoot’em up. E isso soma ao fato de algumas diferenças de jogabilidade com o mecha, pois não se pode voar como o Kirby faz, o mecha somente dá um pulo duplo e nesse momento o jogador precisa ficar atento com os buracos. Ao contrário do que você faz com o Yoshi em Super Mario World, aqui não dá pra você jogar o seu robô de um abismo.

 

DIVERSÃO

Vamos imaginar as seguintes situações. Você está no shopping com sua namorada e ela vê uma loja de calçados. Ou você está esperando alguém no ponto de ônibus. Ou durante a troca de professores na escola. Ou em qualquer outra situação em que você tenha 5 minutos livres. Nesse momento você saca o 3DS, liga o Kirby Planet Robobot, passa uma fase e se diverte muito. Os jogos Kirby, em especial esse, são perfeitos para jogar casualmente. É um jogo de 5 minutos perfeito para qualquer situação! E digo mais: o jogo tem muitas opções para jogar de forma mais completa, como a coleta de todos os cubos e stickers, e um modo mais difícil com o Meta Knight. Kirby: Planet Robobot combina com todas as situações e jogadores.

A franquia Kirby tem o mérito de serem jogos divertidos. Eles se propõem a serem divertidos, e todos cumprem isso. Entretanto, Planet Robobot, cumpre esse papel com maestria.

É um jogo relativamente curto, comparando com Marios do mesmo console. Não tem mundos secretos (pelo menos não encontrei) nem nada tão difícil para descobrir. Completá-lo 100% é, de certa forma, fácil. Entretanto, toda a experiência é divertida. Durante o jogo, o jogador vê um boneco de neve, absorve seus poderes e o Kirby tá esquiando na fase, com toda sua desenvoltura e elegância redonda. Você começa a abocanhar todas as criaturas que encontra na expectativa de encontrar novos poderes e algum em que se identifica mais. Eu gosto bastante do Kirby de pedra e do telecinético, então era um desafio tentar manter os poderes o máximo que conseguia. Quando encontrava um Mecha, era frustrante encontrar um ponto em que não é possível prosseguir com ele ou um final de fase. Mas o jogo logo te recompensava com outro e com momentos inéditos.

 

BOSSES

O jogo possui vários minibosses e bosses de mundo. Os bosses são sensacionais, o último então é fantástico!!! São inimigos grandes, interagem com a fase e as criaturas ao redor. Os primeiros são fáceis e recorrentes na série, sendo versões alternativas dos anteriores. A partir do quarto chefe, as lutas começam a variar, com o chefe se desmontando, aumentando de tamanho, mudando de forma. O último chefe lembra muito as boss fights de Bayonetta, que, descrevendo com alguns exageros, fica assim: uma transformação seguida de fusão, aí vem outro inimigo e entra na luta, depois uma nova transformação, aí você tem que derrotar várias partes do inimigos, então outra transformação, aí ele cresce, depois o Kirby cresce, ele recebe ajuda, funde com o amiguinho… enfim, é frenética!!! Você não tem tempo para respirar na ultima batalha! Ah, e ela é relativamente difícil, seguindo a evolução natural do jogo.

GRÁFICOS

Kirby: Planet Robonot não peca na sua imagem, sendo igual a seus anteriores, porém com elementos a mais no cenário, o que torna todas as fases muito mais dinâmicas. O fato do jogo ser 2.5D, jogando com o 3D ligado é interessante, ainda mais nos momentos em que o Kirby vai para a camada mais profunda da tela, sendo mais perceptível a profundidade nesses momentos, porém, não é algo tão magnífico como já vi em outros jogos de 3DS.

 

PONTOS NEGATIVOS (?)

Eu tentei pensar em algum ponto negativo no jogo e, sinceramente, percebi que não existem. Simplesmente porque tudo o que Kirby: Planet Robobot se propõe é cumprido, e cumprido com maestria. E não, não é o jogo perfeito, porque ele não se propõe a ser um jogo perfeito. Planet Robobot se propõe a ser um jogo casual, um jogo de 5 minutos; da mesma forma que se propõe a ser um jogo desafiante, caso o jogador queira completá-lo 100%.

Ah, sim, ele tem um ponto negativo sim. Caso um jogador com coração amargurado (que não sabe se divertir com a simplicidade, não gosta de alegria, imagens e músicas vivas) for jogar qualquer jogo do Kirby, ele vai odiar! Pois Kirby é um jogo alegre, que deve ser jogado com isso em mente; um jogo que faz o jogador lembrar o verdadeiro propósito dos games: a diversão!

Com isso em mente, só posso falar uma coisa: jogue Kirby: Planet Robobot. E digo mais, jogue Triple Deluxe, Return to Dream Land, Epic Yarn; o novo que vai lançar para Switch, o Battle Royale, enfim, vá e jogue. Reencarne sua criança interior e sinta a alegria da Terra dos Sonhos =D

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Kiefer Kawakami

Sobre mim: Amante dos games, acredito que eles podem mudar a vida das pessoas e fazê-las mais felizes, bem com aconteceu comigo. Possuo um amor incondicional pela Nintendo desde Donkey Kong Country e Super Metroid. Sou estudante de Licenciatura em Física e pretendo utilizar os jogos de forma lúdica, exemplificando histórias e conceitos. Além disso quero divulgá-los, para que as pessoas vejam a maravilha que são e podem ser.