A Brasil Game Show 2018 em sua edição definitiva!

Mais uma edição da Brasil Game Show e mais uma vez a sensação de ver o Brasil bem representado na indústria. Convidados ilustres, demos dos jogos mais esperados e aquela oportunidade para ver os amigos que encontramos por causa dos joguinhos. Até a Nintendo resolveu participar da edição 2018 da BGS, mesmo que ainda de forma discreta.

Convidados

Depois de receber Hideo Kojima e Ed Boon em 2017, a edição desse ano da Brasil Game Show conseguiu superar as expectativas ao trazer Cory Barlog (Diretor de God of War), Fumito Ueda (produtor e criador de ICO, Shadow of Colossus e The Last Guardian), Yoshiaki Hirabayasaki (Produtor de Resident Evil 2), Katsuhiro Harada (Produtor da série Tekken), Michiteru Okabe (Produtor de Devil May Cry 5), Shota Nakama (Compositor e Criador da Video Game Orchestra), entre outros. Foram diversos painéis com horários acessíveis, Meet & Greet e entrevistas para diversos veículos, com boa receptividade da organização e dos convidados. O grande destaque foi Charles Martinet, não só por ser a voz de Mário, Luigi, Wario e Waluigi, mas também por ser uma das atrações que contou com o apoio da Nintendo.

Jogos

O line-up de jogos disponíveis nessa edição da Brasil Game Show foi um dos melhores dos últimos anos. Sem exclusivos de peso tanto na Microsoft quanto na Sony, os destaques foram os jogos thirds — que fugiram de Red Dead Redemption 2 e serão lançados no início de 2019. Resident Evil 2, Kingdom Hearts 3, Sekiro, Days Gone e Devil May Cry 5 eram os mais procurados, além dos sempre populares Call of Duty: Black Ops 4, FIFA e PES 2019. Também estavam disponível aqueles “esquecidos” que marcaram presença pela qualidade, como Ori and The Will of Wips, Spyro Reignited Trilogy e Dreams.
Na Avenida Indie, atração já tradicional do evento, foi possível testar títulos já conhecidos como Lenin – The Lion, Esquadrão 51, Trajes Fatais e Dolmen, e conhecer os promissores Josh Journey, Dungeon Crowley e Ozkar. Além de jogos que ainda não foram lançados, foi possível experimentar títulos que já estão no mercado, como Shadow of Tomb Raider, Assassins Creed Odyssey, Forza Horizon 4 e Marvel’s Spider-Man.
Uma das decepções nesse ano, de maneira geral, foram os estandes. Sony e Microsoft não promoveram grandes eventos ou concursos; a Warner apostou em gameplays de Resident Evil 2 em um telão, com distribuição de brindes; a Activision manteve a mesma estrutura do ano passado, sem muito alarde e com foco na organização. Olhando pelo lado bom, a calmaria nos estandes facilitou a circulação das pessoas e foi possível até acompanhar algumas gameplays.

A Feira

Depois de alguns anos com a mesma estrutura e a mesma escolha de lugar, a Brasil Game Show parece ter encontrado uma forma de minimizar os problemas estruturais. Claro que ainda foi preciso enfrentar filas na entrada, passar por corredores congestionados e esperar horas para experimentar um jogo ou encontrar um ídolo, mas tudo dentro dos conformes para um evento com a proporção da BGS. Além dos estandes de jogos, havia também os espaços já conhecidos de periféricos de PC, de empresas que promoveram concursos e promoções e as lojinhas de artigos da cultura geek. Haviam diversas opções de entretenimento para quem não queria passar o dia todo em filas para jogar.

Nintendo e BGS

Um dos atrativos e talvez a grande surpresa foi a participação da Nintendo, que estava sem aparecer por aqui de forma oficial desde a sua saída do Brasil em 2015. Patrocinando a área de Cosplay, em um belo espaço com artes de Super Smash Bros Ultimate e Pokémon Let’s Go!, a Nintendo promoveu o concurso e o Meet & Greet com Charles Martinet. Os próximos grandes lançamentos da empresa também estavam na feira, porém só pessoas convidadas tiveram acesso às demos. A Big N aproveitou sua participação na BGS para anunciar a venda de seus cartões pré-pagos no Brasil. Há cartões para assinatura do serviço online, códigos de jogos e DLCs, ainda não há confirmação se serão vendidos cartões para inserir dinheiro na conta. A Lojas Americanas já disponibilizou os cartões durante a BGS e é a única rede de lojas, pelo menos por enquanto, que deve receber o produto no Brasil.
Mesmo com a eShop Brasil, a participação na BGS e a venda oficial dos cartões pré-pagos, ainda é difícil prever uma volta oficial da Nintendo para o Brasil. Entretanto, a resposta positiva dos fãs às estratégias da empresa pode influenciar na volta da Big N ao nosso país.

E que venha a BGS 2019!

Evoluindo em diversos aspectos de alguns anos pra cá, a Brasil Game Show já se credencia como um dos grandes eventos (não só de games) da América Latina. Atraindo empresas e promovendo esse encontro com o fã, a feira pode ser considerada uma das responsáveis pelo crescimento da indústria no Brasil. Na edição 2018 houveram melhorias na organização, mas sem deixar de focar no principal: os jogos. Agora só esperamos a edição de 2019 e essa época que já virou tradição para quem gosta de videogames no Brasil!

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Jonatas Marques

De RPG japonês até Candy Crush genérico, se me prende a atenção, estou jogando! Essa paixão transcendeu para a internet, onde escrevo sobre games na NL e no Medium.